
Quem não deve fazer lente de contato dental? Indicação
Conteúdo revisado pelo Dr. Douglas Mattiollo · Fontes: estudos indexados no PubMed
Neste artigo
Falar sobre quem não deve fazer lentes de contato dental pode parecer contraditório para um especialista na área. Mas é justamente a indicação correta que sustenta resultados bonitos e duradouros. Um tratamento estético, por mais sofisticado que seja, só faz sentido quando é a melhor solução para aquele paciente. Este artigo explica as situações em que as lentes não são indicadas, exigem preparo prévio ou dão lugar a outras alternativas.
Por que a indicação é tão importante
As lentes de contato dental são restaurações eletivas, ou seja, normalmente feitas na ausência de doença, por motivação estética. Uma revisão da literatura sobre laminados de porcelana observou exatamente isso e lembrou que, justamente por serem eletivos, seria desejável que o sucesso fosse de 100%, mas que as taxas de sobrevivência raramente chegam a esse patamar[3]. Os autores recomendam que os pacientes sejam informados disso antes de iniciar o tratamento[3].
Essa reflexão é a base de uma conduta responsável: se um procedimento eletivo envolve preparo irreversível, ainda que mínimo, ele deve ser indicado com critério.
Situações que pedem cautela ou tratamento prévio
Bruxismo e apertamento sem controle
Ranger ou apertar os dentes impõe forças muito maiores do que a mastigação normal. Um estudo com 323 laminados de porcelana em 70 pacientes observou que, das 13 fraturas e 29 descolamentos registrados, 8 fraturas e 22 descolamentos estavam relacionados à presença de bruxismo[1]. Os autores concluíram que os laminados são uma opção previsível, mas com maior risco de falha em pacientes com bruxismo, e que o uso de placa oclusal reduz o risco de fraturas[1].
Um estudo prospectivo de oito anos com 364 laminados feldspáticos reforçou essa relação: pacientes com bruxismo que usavam placa oclusal tiveram sobrevivência de 89,1% após sete anos, contra 63,9% entre os que não usavam[2]. Ou seja, o bruxismo não é necessariamente uma contraindicação absoluta, mas exige controle e comprometimento do paciente com a proteção noturna[2].
Doença gengival ou cáries ativas
Gengiva inflamada, sangramento ou cáries precisam ser tratados antes. Instalar lentes sobre um quadro ativo compromete a saúde bucal e o próprio resultado estético.
Pouco esmalte disponível
A colagem das lentes é mais estável em esmalte. A mesma revisão sobre sobrevivência de laminados aponta evidência razoável de que o preparo em dentina afeta negativamente a sobrevivência, e que o preparo ideal permanece no esmalte[3]. Dentes muito desgastados, com grandes restaurações ou pouco esmalte podem se beneficiar mais de outras soluções.
Problemas de posição e mordida
Dentes muito desalinhados às vezes exigiriam preparos maiores para que as lentes ficassem harmônicas. Nesses casos, um tratamento ortodôntico prévio pode reduzir a necessidade de desgaste e melhorar o resultado final.
Hábitos que sobrecarregam os dentes
Roer unhas, morder objetos ou usar os dentes como ferramenta aumentam o risco de lascas. Quem não pretende abandonar esses hábitos precisa considerar isso antes do tratamento.
Quando a melhor indicação é não fazer
Há ainda uma situação que não é técnica, mas ética. Algumas pessoas já têm um sorriso harmonioso, com dentes bem posicionados e proporcionais, e desejam lentes porque viram o procedimento nas redes sociais ou em pessoas próximas. Nesses casos, o Dr. Douglas Mattiollo não indica o tratamento.
Isso não é falta de interesse no paciente. É respeito à saúde e à estrutura natural dos dentes. Para quem deseja apenas dentes um pouco mais claros, por exemplo, um clareamento pode ser suficiente. Para pequenas imperfeições, ajustes pontuais podem resolver. A melhor odontologia estética é a que faz o necessário, e não o máximo possível.
Quem costuma ser bem indicado
- Pacientes com dentes manchados que não respondem bem ao clareamento.
- Dentes com formato ou tamanho desproporcional.
- Pequenos espaços entre os dentes.
- Desgastes, fraturas pequenas ou restaurações antigas e manchadas na região da frente.
- Leves desalinhamentos que podem ser compensados sem preparo excessivo.
Mesmo nesses casos, a indicação só é confirmada após avaliação clínica, escaneamento, fotos, vídeo e planejamento digital.
A avaliação como filtro
Com 11 anos de atuação e mais de 23.000 lentes instaladas, o Dr. Douglas Mattiollo encara a consulta de avaliação como o momento de decidir, com o paciente, se as lentes são de fato a melhor escolha. A avaliação é paga e o valor é abatido do tratamento caso ele seja realizado.
Alternativas que podem ser consideradas
Quando as lentes não são a melhor indicação, isso não significa que nada possa ser feito pelo sorriso. Dependendo do caso, algumas alternativas incluem:
- Clareamento dental, para quem deseja apenas dentes mais claros.
- Tratamento ortodôntico, para corrigir posições antes ou em vez das lentes.
- Tratamento gengival, que por si só pode melhorar muito a harmonia do sorriso.
- Restaurações pontuais, para pequenas imperfeições isoladas.
Em alguns casos, essas abordagens são combinadas e as lentes ficam para uma etapa posterior. Em outros, elas são suficientes para alcançar o que o paciente deseja, sem preparo de esmalte.
A decisão sobre qual caminho seguir é sempre tomada em conjunto, depois de explicar ao paciente as vantagens, os limites e os cuidados de cada opção. Esse diálogo transparente faz parte de uma odontologia estética responsável, que coloca a saúde bucal e as expectativas reais do paciente acima de qualquer tendência passageira.
Uma boa indicação às vezes começa com um não. O objetivo é que você tome a decisão certa para o seu sorriso, e não apenas a decisão mais rápida.
Agende sua avaliação em Porto Alegre e descubra, com sinceridade, se as lentes de contato dental são indicadas para você.
Perguntas frequentes
Quem tem bruxismo pode fazer lentes?
Pode haver indicação, mas o risco de fratura e descolamento é maior. Estudos mostram que o uso de placa noturna reduz esse risco, e isso é avaliado individualmente.
Tenho um sorriso bonito, mas quero mais branco. Lentes são indicadas?
Nem sempre. Para quem já tem um sorriso harmonioso, alternativas menos invasivas podem ser mais adequadas, e o Dr. Douglas não indica lentes por modismo.
Gengiva inflamada impede o tratamento?
Ela precisa ser tratada antes. Lentes devem ser instaladas sobre dentes e gengiva saudáveis.
E se eu tiver dentes tortos?
Dependendo do grau, um tratamento ortodôntico antes das lentes pode preservar mais estrutura dental e melhorar o resultado.
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Referências científicas
- Granell-Ruíz M et al. Influence of bruxism on survival of porcelain laminate veneers. Med Oral Patol Oral Cir Bucal. 2014. PubMed 23986018↩
- Faus-Matoses V et al. An 8-year prospective clinical investigation on the survival rate of feldspathic veneers: Influence of occlusal splint in patients with bruxism. J Dent. 2020. PubMed 32413382↩
- Burke FJ et al. Survival rates for porcelain laminate veneers with special reference to the effect of preparation in dentin: a literature review. J Esthet Restor Dent. 2012. PubMed 22863131↩
- CRO 23441
- 11 anos
- +23.000 lentes
- Garantia de 5 anos
Conteúdo educativo, não substitui consulta. Indicação e resultado dependem de avaliação individual.
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